MERCADO GESTANTE

18 meses com moda e estilo

O período da gravidez na vida de uma mulher, é um período de mudanças que ocorrem tanto no corpo quanto no humor. É um período de mais ou menos 18 meses, contando com gestação, pós-parto e amamentação. Portanto, gestantes precisam de peças confortáveis, que sejam adequadas para suas atividades diárias.

Segundo livro “Nichos de Moda” do Sebrae, a maior parte das roupas para gestantes são largas e monótonas, não tendo uma ligação direta com as tendências da moda ou inovações. O que faz com que o público mais jovem ou mulheres mais exigentes com a moda, não sejam atendidas adequadamente.

Antigamente, as roupas para gestantes eram vendidas em lojas de roupas para bebês, hoje, há marcas próprias que atendem esse segmento como a americana Hatch e as brasileiras Belly Moon, Megadose, Maria Barriga e A Gestante. Também, outras marcas e grandes magazines como Riachuelo e Renner lançam coleções direcionadas para esse público, porém o número de modelos é bem limitado.

A indústria do vestuário direcionada à esse nicho está em crescimento. Para se ter uma ideia, a Mega Gestante e Bebê, principal feira desse segmento, que acontece em São Paulo, Curitiba e Rio, passou de 40 expositores em 2008 para 230 no Riocentro em 2014. Um número bem considerável em um espaço de tempo como esse.

Não é só o mercado do vestuário, que cresceu. Serviços relacionado à chegada dos pequenos, também estão ganhando seu espaço. Como é o caso de especialistas em exercícios físicos para grávidas, nutricionistas e endocrinologistas. Além de massagistas e esteticistas que auxiliam a reduzir o inchaço típico do corpo da mulher.

A internet também se tornou um espaço para compartilhar dicas e experiências. Como é o caso do blog “Grávidas e Antenadas” , “Macetes de mãe” e canais do youtube divulgando dicas de moda como o vídeo que segue abaixo: “5 peças que toda grávida precisa ter no armário” do canal da Ana Walendzus.

Por fim, apesar de o vestuário ser um setor que está crescendo, além do fato de o consumo das mamães diminuírem, pois gastam mais com as roupas do bebê do que com as delas mesmas, as marcas enfrentam o desafio de fazer com que as roupas para gestante sejam usadas depois da gravidez, já que é um produto de consumo temporário.

Fontes: vejario.com.br , novonegocio.com.br e sebraemercados.com.br