ORGULHO LGBT

Um mercado de oportunidades

O mês de junho é comemorado o mês do orgulho LGBT com diversas paradas do gênero ao redor do globo. Destaque para São Paulo, que possui uma das maiores do mundo, que acontece na Avenida Paulista todo domingo do feriado de Corpus Christi.

Mas, por que junho? Nos Estados Unidos, a legislação contra a comunidade LGBT era muito rígida até os anos 1960 e havia poucos lugares que aceitavam esse público. Dentre eles, o bar Stonewall Inn em Nova York era o mais conhecido. Este, por sua vez foi palco das “Revoltas de Stonewall”, nas quais por dias, a comunidade LGBT enfrentou a polícia, que fazia batidas no bar com repressão violenta. Ninguém mais ia se esconder.

Essa resistência à força policial acabou por se transformar em uma luta por direitos da comunidade LGBT e nos anos seguintes, passou a ser comemorada com celebrações fazendo jus ao aniversário do evento na data de 28 de junho, Dia Internacional do orgulho LGBT.

De lá para cá, a visibilidade deste público cresceu e muito. Não há dados consistentes sobre esse crescimento no Brasil, mas com a repercussão da Parada LGBT de São Paulo, isso já fica evidente. Algo, que também podemos ver no setor de turismo, o qual segundo a ABIH-SP (Associação de Hotéis de São Paulo), o evento levou a uma ocupação de 90% dos hotéis da região no ano passado, fora a movimentação nos setores de transporte, alimentação e lazer.

Uma das características marcantes desse público é o grande poder aquisitivo, já que em comparação com o público hétero, eles não possuem tantos filhos, então seu dinheiro acaba sendo direcionado para outras prioridades, além de serem extremamente fiéis às marcas que gostam.

Entretanto, apesar de esse público ter crescido e ganhado visibilidade, a criação de marcas exclusivamente direcionadas a esse público ainda é pouco explorada no Brasil, levando grandes marcas a se sobressaírem com linhas exclusivas, como é o caso das fast fashion Renner e C&A, que tiveram as suas lançadas esse ano em homenagem ao mês de junho.

Outro exemplo que podemos ver é o da joalheria Tiffany que em 2015 retratou um casal homoafetivo em sua campanha de marketing e no Brasil, os bancos foram um dos setores pioneiros a falar com esse público.

Por fim, o público LGBT é um público que vem sido notado e está ganhando seu lugar, porém ainda é pouco explorado. O que pode ser considerado uma oportunidade para quem quer empreender e ainda não achou seu target.

Fontes: mdemulher.com , revistapegn.globo.com, guiadeecommerce.com.br e oglobo.globo.co